Antes que termine o dia.

by - dezembro 07, 2009


Vivemos num mundo de coisas e pessoas provisórias. Tratamos os outros de acordo com nossas conveniências, fazemos do amor um instrumento para se usar e descartar e, principalmente, não nos damos conta do quão cada minuto de vida é fantástico. Cada vez mais venho me descobrindo completamente apaixonada pelo mundo e pelas pessoas, apesar de muitas vezes elas me assombrarem. Desperdiçamos tempo construindo barreiras de orgulho, de ódio, de rancor e muitas vezes encobrimos e deixamos de lado o amor, algo que por uma simples decisão de viver poderia mudar os nossos destinos.

É fundamental saber amar, é fundamental saber desfrutar de cada momento que Deus lhe oferece. Saber notar as cores do céu, a beleza do mar, ouvir o cantar dos pássaros ou simplesmente olhar ao seu redor. Veja tudo o que você tem, todas as pessoas que te amam, veja tudo o que você desperdiça dando passos maiores que as pernas, fugindo das coisas ou simplesmente descrendo de muitas delas.

Você já disse eu te amo à alguém hoje?
Já olhou nos olhos dos seus amigos?
Já sentiu que valeu à pena?
Você já foi feliz?


Se não fez nada disso, reavalie-se.
Mude seus conceitos, viva pela felicidade. Mesmo que ela seja efêmera e você tenha seus momentos de dúvida, viva para estar perto do que te faz bem, viva para o bem. Talvez amanhã você perca algo que ama, talvez tenha que ir embora, por isso, não deixe nada pra depois. Ame, sinta, chore, beije, viva. Digo, VIVA, antes que termine o dia! (ainda há tempo)


P.s: escrevi o texto após assistir ao filme que dá o nome à ele e confesso ter me emocionado bastante, vale à pena assistir. Recomendo!

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4 comentários

  1. Vamos pôr em prática isso? Deixar o MEDO de lado? :) Sei que você não vai gostar da brincadeira, mas se não a fizesse, não seria eu... Lindo textyo princesa ;)

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  2. O amanhã é incerto,
    é preciso ser/fazer alguém feliz todos os dias!
    Depois desse post,
    vou me reavaliar!

    Obrigada!

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  3. Oii,
    Eu já ouvi falar nesse filme e disseram que é lindoo demais ^^
    Ótimo texto.
    É verdade,não damos valor a vida,e tudo nela como deveríamos.
    Mas ainda dá tempo,sempre ah tempo . *-*
    Bjos Fica com Deus!!

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  4. A escolha dos anjos

    Decidiu esquecer.
    Decidiu ignorar.
    Decidiu só... adormecer.

    Os sonhos assaltaram-lhe a noite.
    Seria o luar?
    Cerrou os punhos... não, seria mais forte, seria firme como uma rocha. Adormeceria simplesmente e, quando despertasse…
    Fechou os olhos.

    Os dias do paraíso, do jardim do éden e de todas as almas que já guardara desfilaram-lhe diante dos olhos - muitas, centenas, incontáveis. Porque na verdade, sempre fora essa a razão última da sua existência, da sua missão.
    Missão? Sim… missão, sem hora certa de inicio ou de fim, sem tempo para cumprir, sem limite; o fim estaria sempre nas suas mãos, bastava desejá-lo, sabia bem. Tal como sabia que a decisão, quando a tomasse… seria irreversível.

    Tentou esquecer.
    Tentou ignorar.
    O sono não veio, as penas brancas das costas agitaram-se ao de leve e ela ergueu-se.
    Chegara o momento.

    Vagarosamente, soltou os laços de seda que seguravam as asas de penas, sabendo de antemão que, no preciso momento em que as soltasse dos dedos, elas desapareceriam e ela, até aí mais uma das inumeráveis anjos da guarda, passaria a ser simplesmente… uma vulgar alma humana, mortal, dolorida e só conseguindo voar nos olhos dos pássaros ou nos sonhos da noite. Sabia disso.
    Mas a decisão estava tomada.
    Tantas vozes guiara, tantas almas aconselhara que agora sentia - como nunca sentira até aí - que chegara a sua hora.

    As vestes brancas caíram silenciosamente no chão e ela ficou nua na noite, desprotegida e só. Um último fulgor de luz rodeou-a para logo desaparecer de seguida.
    Levou as mãos aos ombros, já sabendo que nada mais iria encontrar, para além da pele fina, muito branca.
    Sorriu.

    Uma estrela cadente rasgou os céus da noite e por um estranho pressentimento, ela sentiu que algures, numa parte incerta, alguém estaria nesse mesmo momento a decidir qual seria a alma - vestida de branco e de asas de penas - destinada a guardá-la até ao final dos seus dias, agora… tão simplesmente … humana.


    ( Lembrei-me... porque sim, porque todos os dias são unicos, e nem sempre o queremos admitir.)

    Fica bem.
    Rolando

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