by - julho 28, 2010


Há dias em que eu acordo acreditando que posso carregar o mundo na palma da mão. Nesses dias, me sinto capitã de um barco que navega em direção ao meu futuro e eu, a personificação do destino. O sol, as núvens e a luz do dia conspiram numa simetria perfeita, porém, nada reflete mais do que um par de olhos sorridentes. Os meus, os seus, os nossos quando se cruzam. Na mesma velocidade e intensidade com que se entrelaçam, também se despedem. Os olhos refletem o que se passa no coração e, o seu, anda fechado para balanço. O meu vai bem, mas não pode negar a falta que faz o teu ao lado, pertinho, sem dizer nada. Meu barco continua navegando em águas claras, límpidas, continua deixando o inconcebível para trás, o impossível nas profundezas. E, no fundo, eu só espero que você não tenha que ficar também.

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