by - julho 24, 2010


Ela, menina na beira do mar, vestido de renda e alma entregue às ondas. Presa em sua própria liberdade, dona da brisa e dos dias ensolarados. Vivia apenas em função do amanhecer. Conhecia como a palma da mão todos os caminhos, todos os perigos, até descobrir o amor, talvez o maior deles. Não havia nada de tão extraordinário em sua vida, nada tão absurdamente fora do comum, assim como com qualquer um, ela também tinha segredos e chaves, muitas chaves para trancá-los. Manter-se longe de tudo que pudesse criar raízes e destruir seu espaço natural não era uma forma de evitar o amor, até porque, ele era algo que ela não conhecia, não havia provado seu mel e muito menos seu veneno. Para ela, era apenas uma forma de preservar-se, continuar vivendo sua vida sem as peças que o destino costumava pregar. Gostem ou não, ela era feliz assim.

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