O que se há de fazer ?

by - julho 24, 2010

E aqueles tão sonhados dias passaram, morreram coroados pela sua calma e viveram eternamente dentro dela. Foi uma dura, porém necessária despedida. O pouco de saudade que ficou resistia à qualquer tentativa de reencontro proposta pelo tempo. Ela sabia que precisava estar firme como nunca e, ali, conheceu uma força que até então não sabia que existia em si mesma.
Se tratava de um rompimento, dos mais difíceis que ela tinha lembranças. Isso porque não era um adeus à um amigo ou à um grande amor. Tratava-se de seu passado, do que fora à poucos instantes atrás. Cabia ao seu frágil coração a tarefa de abrir as algemas que a prendiam à ele.
Ela sabia que era impossível livrar-se definitivamente dele, embora fosse o que ela queria. Por hora, era preciso libertar-se. Usá-lo como aliado, cúmplice e, não como prisioneiro. Fez o que tinha que ser feito sem questionar nada. Jogou a chave das algemas fora do seu campo de visão. Sentia-se incólume, leve como nunca. Vestiu o seu melhor sorriso e seguiu em frente. Ao ser questionada pela facilidade com que tinha decidido fazer isso, respondeu: "Que mais faria? A vida não há de esperar por ninguém."

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