Roda moinho, roda gigante

by - agosto 19, 2010


De longe, me encantava com ela. Parecia ser sempre harmoniosa, a dama do equilíbrio, única. Sonhava com o dia em que ela me levaria às alturas para conhecer horizontes distantes os quais sempre imaginei visitar. Mal sabia eu dos perigos que se escondiam pelos seus contrastes fascinantes. Descobri que por trás daquele santuário idealizado existia crueldade disfarçada de amor, de paz. Decepção foi ser empurrada para dentro ela, agora, o meu maior medo e esperança. Subi, engolindo seco e suando frio, à espera das surpresas que me aguardavam. Começou rápido, até que subimos e então, tudo ficou muito claro pra mim. O medo estava presente apenas quando não era possível contemplar o horizonte, respirar os ares do amor, sentir a brisa, acalmar as dores e abençoar os rostos ternos. Ela, a roda gigante da vida, invade os nossos dias sem pedir permissão. E não adianta pestanejar, ela sobe e desce sem pedir licença. É preciso saber enxergar os pontos baixos como uma oportunidade, desejar com todas as forças estar por cima e fechar os olhos. Quando você menos esperar, terá transcendido todos os limites. Vai passar a enxergar o mundo pela visão dos anjos, vivendo acima das núvens.

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1 comentários

  1. Saber enxergar os pontos baixos como uma oportunidade é uma graaaande virtude!

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