Eu não: quero é uma realidade inventada

by - agosto 13, 2010

As portas se fecham e a escuridão invade o pequeno círculo, apagam-se as chamas dos corações famintos, morre dentro dela a esperança de sair de lá. De repente, as cortinas balançam e uma faísca retorna sob seus olhos mareados. As janelas se abrem, a luz entra e revela uma surpresa: uma nova realidade. Um grupo de pessoas à tira de lá com rapidez e a transporta para um lugar confortável e seguro. Esse mesmo lugar que era sempre criticado, essas pessoas que eram sempre julgadas (até mesmo por ela) mostraram que a "realidade" engana, nem sempre ela é o que parece ser ou o que nos tentam fazer acreditar. O orgulho ficou na penumbra que encobria seu coração. Coração este que se fechou para o mundo dentro de si mesmo e evitou durante muito tempo que coisas e pessoas se instalassem. As coisas continuam longe, mas as pessoas estão entrando e, devagar, ocupando o espaço que se esvaziou ao longo do tempo sozinho.
Ela pôde rir, chorar, gritar e andar ao lado de pessoas que todos julgam impiedosamente. E o melhor de tudo, ela não sentiu vergonha disso. Ao contrário, sentiu-se orgulhosa por conhecer a verdadeira realidade, que talvez não passe de outra ilusão, mas que ao menos a fez acreditar no mundo e nas pessoas novamente.

You May Also Like

0 comentários

Não vá embora ainda. Divida algo comigo. E obrigada por chegar até aqui! :)