Opinião não significa falta de flexibilidade

by - setembro 23, 2010

Eu sempre quis ser mais do que esse singular medíocre que ecoa egoísmo por onde vai. Eu, eu, eu... Queria mesmo era ser nós! Sempre quis ser mais do que esse ser humano passivo e limitado, admiro os que vivem uma vida insólita. Sempre quis além do que meus olhos alcançavam e do que o meu coração podia ter, mas jamais larguei de mão a flexibilidade.
No entanto, chego a conclusão de que flexiblidade nem sempre (ou nunca) é uma qualidade. Ela serve apenas para te conformar das coisas que a vida lhe diz não poder alcançar. E se eu quiser ir além, mas me julgarem incapaz? Não, não se deve flexibilizar muita coisa na vida. Amor, por exemplo. Não aceite paixõezinhas de verão, ilusões de carnaval, amantes de carteirinha, amor de beira de esquina, passatempo. Amor é taquicardia, olhos vibrantes, mãos desorientadas, é simplesmente amor e a menos que uma dessa opções te faça sentir tudo isso junto, esqueça, não vale a pena.
Não seja flexível nem mesmo com esse texto, exteriorize, concorde, discorde, se imponha. Não aceite bala de troco, não use visa ou mastercard, não compre batom, não beba nada que desça redondo, não use havaianas, não vote na Dilma. Preserve a relutância em acreditar que as coisas podem ser um pouco do seu jeito de vez em quando, preserve o espírito revolucionário ou pseudo-esperançoso que nos faz levantar todos os dias e acreditar que a vida ainda é bela.

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