A flor do orgulho não tem vez no amor

by - outubro 27, 2010

Orgulho sempre foi o meu segundo nome, era algo cravado em meu peito como a espada que ninguém conseguia tirar da rocha. Em nome disso, cometi erros terríveis. Magoei pessoas. Corações. Arranquei todas as pétalas do bem-me-quer que ainda restavam na esperança de quem as cultivou e, hoje, me arrependo. Carrego comigo as "honras" de todas as vezes que usei os sentimentos de alguém como tapete para limpar meus pés, de toda a felicidade alicercada em bases firmes que joguei fora... hoje poderia ser um prédio, mas não, ainda é terreno. Um terreno baldio, entregue ào mato e a tudo que surge dele. Vida? - você deve supor - Não. Vida surge apenas de lugares onde as condições são favoráveis. Num coração sujo e áspero deitado sob o solo de um passado ofuscado pelo brilho do arrependimento, o amor não tem vez. E onde não há amor, há de haver vida?

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