Lá vem o amor de novo.

by - abril 17, 2011


Encontre alguém que te permita ser fiel à si mesmo. E que esse alguém lhe abra o desejo de ir além, de jamais ficar parado, de nunca estacionar dentro de suas fraquezas. Que o amor presente em si mesmo e nessa pessoa lhe incentive a pegar o primeiro bonde sem rumo, e que acidentalmente, esse bonde os conduza à felicidade.
Que você enxergue nessa pessoa a imperfeição de um grande relógio que gira ao contrário, que ela desperte em você a beleza dos detalhes, do que você vai lembrar quando não estiver perto. Que sempre haja aquela cara de sono e o corpo marcado pelos cobertores. Que haja uma xícara de café, boa música e o dia todo pra sentir preguiça. Que haja um alguém disposto a dividir a vida com você, a dividir os medos e a se dividir. Somar, multiplicar. Porque o amor nada mais é do que uma mistura, uma mesa de centro rosa bebê com um sofá azul piscina. O amor é diferente do que passa indiferente ao mundo, porque nada é grande ou pequeno demais pra não passar despercebido. Que todos os dias se possa sentir o cheiro de primavera entrando pela janela. Que todas as noites sejam um inverno acidental e mórbido, que simplesmente forçe, sem querer, os corpos a ficarem perto, os cheiros, os sorrisos.
Que um coração caiba dentro do outro e que andem de mãos dadas pelo corpo inteiro, que embrulhem o estômago, que tremam as pernas, que arrepiem-se. O amor deve ser emocional, mas convenhamos, são os sintomas físicos que nos despertam pra um olhar diferente. É o tremer das mãos ao tocar na outra que nos entrega e anuncia: lá vem o amor de novo.

You May Also Like

1 comentários

Não vá embora ainda. Divida algo comigo. E obrigada por chegar até aqui! :)