Quem disse que sonho não rima com ilusão?

by - fevereiro 24, 2012

Era um fim de tarde ensolarado e chuvoso, digno de cinema. Os raios de sol se combinavam com as gotas de chuva num arranjo perfeito. E ele sabia o quanto eu desejava um amor naquele instante. Aliás, nos últimos instantes, dias, meses. Um beijo na chuva, banhado pela luz e pelas gotinhas frescas. Ele sabia. Sabia e provocou dizendo:

- Está chovendo e cadê o seu amor? - sorrindo.
- Ah, pára. Corta aqui, não quero mais ser sua amiga.
 E como se não pudesse esperar nem mais um segundo para dizer aquilo, ele seguiu:
- Eu também não quero mais ser seu amigo. - Assustei-me.- Quero ser mais que isso. - disse, olhando-me admirado enquanto eu esperava alguma palavra surgir na minha cabeça.
Beijou-me na chuva. Com gotinhas frescas. Um amor. Como eu sonhava. Como ele sabia. E foi tudo muito bonito, muito perfeito. Ali eu descobri que o melhor disso tudo não havia estado nos meus sonhos e que não era o beijo, nem as gotas de chuva, mas ele. Ele era o melhor.

Entre o não acreditar e o não esperar, tudo veio como deveria e na mesma proporção, tudo foi.
Acordei e tudo ainda estava ali. A chuva, que agora é lágrima. O amor, que agora também é dor. E ele, que agora é ausência. Apenas uma coisa não permaneceu intacta: a minha realidade, que esse sonho transformou.

You May Also Like

0 comentários

Não vá embora sem deixar sua marca no meu universo.