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by - maio 30, 2012

 Não me olha desse jeito porque eu não resisto. E se eu não resisto, tudo fica mais difícil pra mim. Pra você é tão fácil andar confiante e me jogar esse olhar atravessado, junto com esse sorriso bobo. Pra você é tão fácil ser apaixonante, né? Eu sei pela sua expressão. Sempre despreocupado, de bem com a vida, tempo ruim pra você nem quando o mar tá de ressaca. Você olha o lado bom de tudo. É bondoso. Mas pare de ser assim comigo, por favor. Não me olha com esses olhos de promessas, não me faz acreditar no sim, não me dá um doce e depois tira. Eu não sou mais criança. Embora perto de você seja bem mais difícil determinar minha idade. Viro uma criança mentalmente, daquelas que se derretem toda, e ai você vem com esse olhar, entende? Não faz assim.
Quando você me fala da vontade de encontrar alguém legal pra dividir a vida eu tenho vontade de gritar: hey, olha eu aqui! Mas logo eu me lembro que se fosse pra tu saber disso, ia perceber sozinho. E se não é sozinho que você vai saber, não é por mim também.
Quando você ler essa carta vai perceber na hora que aquele carinho que eu te faço no cabelo é mais do que um carinho de quem simplesmente quer bem. É carinho de quem ama. Mas sabe, que boba sou eu de pensar que você vai ler isso. Isso vai pros meus arquivos pessoais, onde deixei aqueles seus vídeos fazendo palhaçada, cantando pra mim e as nossas fotos da viagem na ilha. E queria te dizer sem mágoas que é pra esse arquivo pessoal que eu também pretendo mandar a nossa história. Aliás, a nossa não. A minha por você. Porque você sabe: é bem diferente.

 

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Obrigada por chegar até aqui. Não vá embora sem dividir algo comigo.