A espera febril

by - janeiro 01, 2013



Gostaria de dizer o quanto penso em você com carinho. Mesmo não sabendo a quem esse você se refere.
Gostaria de dizer que todos os dias renovo a minha esperança de te encontrar, mas, não raro, essa espera me desespera. Ouço me dizerem que sou jovem e que ainda há muito tempo, mas me consome a angústia de não haver um agora pra mim. Gostaria de dizer o quanto me tornarei dependente do seu abraço e da sua companhia, mesmo nos dias em que não suportarmos olhar um para o outro. O porto seguro estará ali na bonanza e na tempesetade. Serás a minha certeza.
Gostaria que eu te reconhecesse de cara, e que você me olhasse com bons olhos. Gostaria que uma vez na vida fosse simples. Extremamente simples. E, justamente por isso, maior e melhor do que já foi qualquer outro. Quero trazer esse sentimento no peito como uma medalha, mas que só exibo pra mim mesma, com orgulho.
Que tudo possa ser diferente dessa vez, que quando eu te encontrar brilhem as estrelinhas de que tanto falam as comédias românticas. Que acelere o coração e que haja todo o tipo de sintoma clichê para anunciar que, finalmente, a espera acabou. Que leve de mim esse ardor febril de quem não consegue encontrar o que procura. Que você chegue, por fim, sem armas e sem jogos, sem as artimanhas masculinas a que tanto ouço as amigas lamentarem. Que você chegue em paz e de peito aberto. Que chegue quando for a hora certa. E antes de tudo, que sejas a pessoa certa.

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