Cartas extraviadas. Eu me perdi de você, que dirá elas.

by - janeiro 02, 2013





Fico imaginando como é ser a mulher que vai estar do seu lado. E dentro de você, do lado esquerdo do peito, mas também do direito e de todos os lados possíveis.
Fico imaginando porque é só o que me resta, sendo você um ser tão inalcançável. Perdoe o meu mal jeito com as palavras. E mais ainda com os sentimentos. Não nasci pronta para manusear essa ferramenta chamada vida, que é cheia de pesos e medidas. Nasci pronta para alguma coisa, mas ainda não sei o quê. Imagino que você possa me ajudar a descobrir. Ou que possa ser você a coisa pela qual esperei e para a qual nasci pronta.
Gostaria que existisse uma forma fácil e indolor de descobrir. Gostaria de ser aquela que te faz abrir um sorriso quando se aproxima. Gostaria de me mudar pros teus pensamentos, já que nesse mundo nunca encontrei meu verdadeiro lar. Se me permite, também queria morar no seu coração, já que os pensamentos nem sempre são algo certo e preciso. O coração também não, tampouco os sentimentos; exceto, claro, ele; o amor.
É ingenuidade demais te imaginar em todo galã de filme que rouba um beijo da mocinha? Ou em todas as mãos que caminham juntas? Ou em todos os olhares apaixonados dos casais urbanos, que não se importam nem um pouco com a curiosidade alheia? É ingenuidade imaginar que o teu abraço possa guardar-me por completo? Que a tua voz possa despertar todos os meus sentidos, adormecidos, enfurecidos?
Repousas belo e incólume dentro de um andar pouco habitado da minha mente. Tens também tomado espaço naquela cavidade torácica entre os pulmões. Tens, na verdade, me tomado por inteira. As mãos, o estômago, as glândulas sudoríparas, as pernas, o cérebro, o coração, a boca. Tudo já se rendeu a você. Trêmulos, covardes, mas tremendamente esperançosos de te ver um dia fazer o mesmo.

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