25 antes dos 25 - Parte 01

by - abril 23, 2017

Adoro a dinâmica desses projetos que nos obrigam a desafiar a lógica da inércia. Resolvi aderir ao "25 coisas antes dos 25", que consiste, como o próprio nome dá a entender, em listar 25 coisas que eu gostaria de fazer antes de completar 25 anos. Tenho, portanto, pouco mais de um ano para realizar todos os itens. Hoje vou compartilhar os primeiros 15 (sou libriana, ainda não consegui escolher todos). E lá vão eles:

01. Incorporar exercícios físicos à minha rotina diária

Um fato importante sobre mim é que eu sempre sou da turma que prefere dormir por mais 5 minutinhos. Até que esses 5 minutinhos se transformam em duas horas. Admiro quem dorme 6h por dia e acorda em perfeito estado de espírito.

Engraçado como a gente vai envelhecendo e aprendendo a virtude do equilíbrio. De uns tempos pra cá, passei a me preocupar com a qualidade de vida que perdi em mais de duas décadas de sedentarismo. Tenho uma dificuldade imensa em manter uma rotina constante de exercícios, por isso acho que esse é um dos itens prioritários dessa lista.

02. Voltar a tocar piano

Parei de tocar quando as responsabilidades escolares pareciam se sobrepor a qualquer outra coisa que tentasse ocupar meu tempo. Foi assim comigo a vida inteira: renunciei a momentos de prazer, lazer e alegria porque a prioridade era estudar ou trabalhar. Preciso aprender com certa urgência que dá pra ser uma boa profissional de segunda à sexta, das 8h às 18h, mas no resto do tempo ter paixões, diversão, bons encontros. 

03. Fazer um curso de gastronomia ou patisserie

Não me interesso muito pela gastronomia da obrigação: fazer arroz, feijão e carne todo dia, porque, afinal, alguém tem que fazer. Gosto de cozinhar com calma, amor, pensando nos detalhes, e mesmo tendo uma dieta alimentar restritiva, adoro cozinhar pra quem pode comer de tudo.

04. Fazer trabalho voluntário 

Esse item sempre esteve nos meus planos, mas foi realizado menos vezes do que eu gostaria. Meu problema está na execução. Quando a minha compaixão é ativada, eu me coloco no lugar da pessoa de uma forma que chega a me adoecer. Desde pequena, se eu via alguém com fome, perdia a vontade de comer; se via uma criança sem brinquedos, queria me desfazer dos meus. Ainda não consegui encontrar o equilíbrio de ajudar sem que isso me abale ou desestabilize. Por isso, de uns tempos pra cá, ajudo somente com dinheiro e orações, o que, pra mim, não é suficiente.

05. Ir a um show internacional 

Meu primeiro show da vida foi aos 16 anos, do Skank. Nunca esqueço o frio na barriga de ver de perto uma banda que eu ouvia e gostava tanto. Perdi um pouco o interesse quando cresci porque sempre estava cansada, atarefada ou sem companhia, e também por ter dificuldade de me encaixar na diversão despretensiosa e tão intimamente alegre dos outros. Sempre ficava deslocada. Resquícios de uma adolescência muito reclusa, creio eu. Mas há muitas bandas que desejo ver de perto, talvez pra recuperar a sensação que tive aos 16. Coldplay é uma delas.

06. Ir ao carnaval do Recife

Não sou uma pessoa de muvuca e tumulto. Acho que nunca tive essa fase de querer ficar entulhada no meio de muita gente, mas o Carnaval e o São João sempre foram exceções a essa regra. Não curto muito o estilo de Salvador, apesar de ser baiana, mas tenho um certo encantamento pelo pernambucano, a vibração das ruas, sair fantasiado, enfim. Tenho excelentes lembranças dos poucos carnavais que tive a oportunidade de aproveitar. Viveria tudo novamente.

07. Participar de um retiro espiritual

A gente vive num tempo muito doido, de dependência eletrônica mesmo. De dormir e acordar com o celular do lado, de passar o dia conectado, trabalhar conectado, estar o tempo inteiro atento. Sinto falta de poder desligar. Aliás, sou naturalmente reclusa das redes sociais, isso inclui o próprio estimado Whatsapp. Não tenho Facebook. Tenho conta no Instagram e no Twitter, mas nem tenho o aplicativo instalado. Olho de vez em nunca, só pra me certificar de que sabem que permaneço viva. Se demoro mais de dois minutos para responder alguém, já estão preparando em detalhes a minha crucificação. Sinto falta de sentar pra conversar sem que seja preciso checar o celular a cada minuto, de ouvir a voz das pessoas, de desconectar pra ter um pouco de paz interior também. 

Também acho que falamos muito, o tempo inteiro, sobre marcas, coisas, status, coisas que podem - de certo modo - ser importantes, mas não resumem a vida. Sinto falta de falar menos, viver de forma mais natural, ter tempo para tentar algo novo, para viajar, para aproveitar momentos raros de colecionar nos dias de hoje.

08. Aprender a dirigir

Seria esta uma habilidade negligenciada? Sou meio medrosa e não sei se tenho jeito, mas gostaria muito de aprender. Essa independência vale ouro.

09. Dominar um idioma estrangeiro

Além de extremamente útil profissionalmente, preciso dominar um idioma diferente se quiser viajar pelo mundo. Sou um pouco autodidata no inglês, mas não o suficiente para ter a segurança de viajar sozinha, a menos que eles aceitem como linguagem a repetição contínua de todos os grandes bordões dos seriados americanos. It's gonna be a legen... wait for it... dary"

10. Mudar radicalmente o visual

Insegurança e muitas vezes uma boa dose de comodismo me ajudaram muito a ter extrema dificuldade de mudar minha aparência. Como não sou adepta de protagonismos e detesto chamar atenção demais nos lugares, fiz poucas mudanças na vida. Mas internamente já quis. E quero aprender a ser mais "don't care" com o que podem achar.

11. Aprender a dançar

Sou tímida e sem gingado pra dançar. Nunca levei muito jeito, confesso. Mas a única coisa que não oferece solução nessa vida é a morte, então sempre quis aprender. As vezes me pego assistindo coreografias dos canais de dança do Youtube e pensando se um dia alcanço aquele nível.

Quando era novinha, lembro que as meninas usavam a desculpa de não saber dançar pra dar toco nos rapazes. Acho que eu era uma das poucas que recusava muito mais porque realmente não sabia do que por vontade de intimidar os rapazes.

12. Cuidar de um Bonsai

Sempre tive um fascínio particular por essa técnica. Tenho a sensação de que bonsais são a representação fiel do quanto a natureza é perfeita, cabendo ali, quietinha, na palma da mão. Apesar de admirar, nunca cultivei um. Pretendo mudar isso em breve.

13. Ter um cachorro

Pessoas com bichinhos de estimação são mais felizes. Simples assim. <3 nbsp="" p="">

14. Ser uma pessoa mais leve

Aqui está um item difícil de mensurar. Acho que quem me conhece sabe que eu sempre fui muito apegada às responsabilidades. Tenho dificuldade de desligar e morro de medo de negligenciar coisas importantes, decepcionar as pessoas, deixá-las esperando. Em suma, uma paranoia infinita.

Queria ser um pouco mais aquela pessoa que senta na praia pra admirar o sol se pôr, sem compromisso com a hora de voltar, com o cabelo no rosto, com os pés cheios de areia. Acho isso um dom maravilhoso. Saber desacelerar.

15. Ter uma vida social mais intensa

Como eu já disse, passei a adolescência quase que somente em casa, e não posso dizer que foi algo inteiramente ruim. Foi nessa época que sedimentei certas preferências que carrego até hoje, que desenvolvi melhor a escrita, que li muitos livros, vi muitos filmes, ouvi muita música e, de bônus, me privei de viver algumas decepções e cometer alguns erros. Mas é claro que esses últimos também teriam me ensinado muito, antes que você me questione a respeito, mas talvez tenha sido melhor assim.

Hoje, no entanto, vejo que perdi um bocado também. Não estou em muitas lembranças dos meus amigos, ao passo em que tenho mil memórias de noites que passei sozinha. Quero estar nas próximas lembranças, minhas e deles, e não mais sozinha.

Por hoje é isso. Agora vou pensar nos outros 10 itens. E que sejam menos mórbidos e ressentidos com a própria adolescência do que esses. haha

BÔNUS TRACK - Itens que eu gostaria que acontecessem, mas que não dependem exclusivamente de mim:

01. Receber uma carta sem remetente
02. Encontrar um livro com uma dedicatória especial
03. Ser madrinha de casamento

You May Also Like

0 comentários

Obrigada por chegar até aqui. Não vá embora sem dividir algo comigo.