Ali estava eu, sentada, como de costume esperando o ônibus das 6h. Em meio aos olhares curiosos, percebi a pressa com que todos se moviam ao meu redor. Como se o fim do mundo estivesse à caminho e fosse preciso se despedir de todos o mais rápido possível. Todos os dias passava por mim um homem de terno, gravata e uma pasta preta na mão, carregava uma expressão fechada e sempre estava com pressa. Perguntei à uma senhora sentada ao meu lado para onde todos corriam e ela deprimida respondeu: "Para lugar nenhum, minha filha." Dias depois, dentro do ônibus o mesmo homem, agora com roupas simples e uma expressão triste me perguntou as horas. Ele parecia precisar mais de um rumo do que de qualquer outra coisa. Eu então respondi:
"Hora de viver." Ele sorriu e disse: "Exatamente a hora certa." O ônibus parou e nós descemos, uma borboleta pousou sob e seu ombro e ele se foi, dessa vez, sem pressa.
me fez sorrir um riso bom sabe e dizer o seguinte baixinho: Lari, é isso aí!
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Eu amo esses textos, tanto quanto eu amo a autora deles :)
ResponderExcluirParabéns, amiga pelo DOM
uma espera sempre vale a pena
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