Para ler ao som de: The Script - The Man Who Can't Be Moved
Ela cheirava a café numa manhã fria de domingo. Seus cabelos cheiravam a lima da pérsia e misturavam perfeitamente frescor
e delicadeza. Minha vontade, admito, era nunca mais sair por aquela porta, nunca mais deixá-la sozinha; era ouvir, até o meu último dia, todas as teorias que ela tivesse sobre cada música que já escutou. Para ela, "Ouro de tolo" é sobre nossa constante insatisfação com a vida que nós próprios escolhemos viver.
Ela era a garota pela qual esperei a vida inteira. Um velho
clichê, eu sei. Ainda mais para um homem como eu. Mas não há outro jeito de descrever a sensação de ter as minhas mãos entrelaçadas às dela.
Imagina saber que isso não poderia continuar. Padecia do maior mal já concebido sob a terra: amar e ser amado, mas não ter permissão para viver o amor. Ela, logo em breve, voltaria para sua terra natal, um lugar de onde saíra somente poucas vezes, geralmente para vir ao meu encontro: a realidade, o mundo de verdade, sendo só mais uma pessoa entre mais de sete bilhões e eu, sozinho, o cara com a missão de encontrá-la e amá-la como nenhum outro.
As minhas chances, enfim, são maiores nos sonhos.
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