Há alguns anos alguém de quem eu gostava muito foi embora sem se despedir.
Há dias em que penso muito nele. Há dias em que a lembrança é só uma névoa que ocupa uma parte distante da minha memória.
Hoje
soube de outras três almas que deixaram o mundo precocemente numa
atitude de quem flutua em calmo desespero. Nada pude fazer por nenhuma
delas, assim como não pude - e deveria ter podido, meu Deus - fazer algo
pelo meu amigo.
A falibilidade da vida é algo realmente assustador. A impotência diante da consciência do sofrimento silencioso
de alguém de quem se gosta é ainda pior porque te faz experimentar o
sentimento de não ser capaz de, mesmo querendo muito, aliviar os
maremotos que alguém ultrapassa sozinho.
Em todo caso, essa experiência me guia na difícil missão de tentar não esquecer o porquê de estarmos todos aqui.
Em todo caso, essa experiência me guia na difícil missão de tentar não esquecer o porquê de estarmos todos aqui.
Não é para que olhemos uns para os outros como estamos olhando. Certamente não é.
Dizem
que somos a média das cinco pessoas que mais convivemos e desejo ser o
tipo de pessoa que, somada às outras 4 que mais convivem com alguém,
realmente eleve a média para o máximo desempenho.
Estamos
aqui de passagem, mas não por acaso. E temos essa dívida com quem já
nos deixou: provar que mesmo quando a névoa recobre nossos olhos vale a
pena viver.
Em tempos de carnaval, prefiro acreditar que
o amor não acaba quando a matéria nos deixa. Ele só veste uma fantasia.
Se fantasia de saudade...
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