I'm sailing right behind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
Like a bridge over troubled water"
A função primordial da ponte é unir duas extremidades que estariam separadas, no geral, por uma força tão grande que o homem não seria capaz de atravessar sem que um elo permitisse. As vezes o elo é uma pessoa e ela é ponte para tornar a vida melhor. Noutras, a ponte somos nós, quando nos despojamos do medo e, mesmo cegos, damos o primeiro passo rumo ao desconhecido.
Nós ligamos quem fomos a quem somos se - e somente se - nos despirmos das amarras que impedem o ontem de se transformar em hoje e, em seguida, em amanhã. O roteiro da vida é implacável e, não raro, desejamos subir nas asas do tempo, no ímpeto de controlar seu passo. A notícia ruim é que não dá. A notícia boa é que em algum lugar há sempre alguém que é pilar da nossa ponte, sustento pro nosso afeto, carinho pro nosso caminhar.
Não são muitas, essas pessoas. Ousaria dizer, na verdade, que são pouquíssimas. E que nem sempre elas estão ali, perto, pra gente contar como foi o dia. As vezes elas saem das nossas vidas de uma forma que a gente fica se questionando por anos a fio. As vezes ela entram como um meteoro e o rastro que fica fornece amparo suficiente pra nos fazer crer muito mais no nosso próprio poder. Seja como for, há alguém. Lá em cima, no céu, ou na Terra mesmo, em algum lugar que a gente desconfia porque quando se trata de coração o mapa com caminho de volta pra casa nunca se apaga.
Sejamos mais ponte para si e para o outro, pois num mundo tão acostumado a desencontros, encontrar-se com alguém que te desperta o seu melhor é realmente o verdadeiro elo, o real sentido de encontrar. E de (re)encontrar.
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